sábado, julho 11, 2009

E então alçar voo era como despir-se
um salto
um lapso
um rumo
um estalo

e sabendo-se nua havia que deixar o vento soprar
permanecente

nenhuma marca, nenhum engano
a pele lisa e solta era como renovada

alçar voo era novamente buscar verões,
as grandes portas como links secretos
nada que não tivesse antes conhecido

e então sentiria o gosto da areia
o gosto do sol
o gosto daquela fluência maior que o mundo
e de não se saber nada no imenso
mas sentindo tudo pulsante e pulsante como um poema de leminski
hai kais reluzentes
e voltar no tempo seria então como avançar ainda mais.....

um salto imenso no escuro e não seria a mesma pessoa. os olhos fechados se abrem quando sentem luz.... e galopante feito animal selvagem, as cenas pipocando em flashes, as cores misturadas em vozes soltas, galopante feito animal selvagem, desconhecido, entregando-se a alguma coisa visceral

1 Comments:

Blogger efa said...

que lindo esse. o final ta incrivel, demais. beijao

17 setembro, 2009 22:28  

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